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quinta-feira, 3 de junho de 2010

corpo e imagens com crianças /// corps et image avec enfants

Nesta semana dedicada aos laboratórios de trabalho individual meus experimentos aconteceram de modo outro. Ministrei um atelier de criação em dança e fotografia para uma turma de crianças de oito e nove anos da École Jules Verne [montpellier-fr]. Esta atividade integrou a programação do projeto pedagógico do CCN-Montpellier coordenado por Fanny Delmas [relações públicas do CCN].

O trabalho desenvolvido com a turma [21 crianças] da professora Frédérique Bouix teve como propósito estimular a reflexão sobre memória corporal, escritura coreográfica e imagem fotográfica através da ludicidade. Uma das razões pelas quais eu escolhi me dedicar neste laboratório ao trabalho pedagógico foi traçar paralelos deslocados com a oficina videodançar ministrada em 2009 na fundação pierre verger em salvador/ba. Porém o fato de usar a fotografia, como imagem confluente com corpo/dança, e não o vídeo, apontou possibilidades de natureza absolutamente distintas me confirmando a importância de se atentar ao dispositivo. Então o paralelo não pode ser traçado em relação aos questionamentos levantados pelas crianças no brasil e frança, mas sim quanto aos aspectos mais subjetivos, tais como curiosidade e a disponibilidade, e é interessante que inclusive as diferentes reações são diretamente ligadas à natureza do dispositivo e a como este pertence ao contexto social das crianças.

Nós trabalhamos com a lomografia, mais especificamente com o aparelho 'actionsampler', cujo mecanismo captura num clique uma sequência de 4 fotos durante 1 segundo.  O objetivo de desenvolver uma atenção criativa sobre a memória corporal esmiuçando fotograficamente o percurso do movimento foi intensificado pelo curioso fato de que as crianças nunca haviam visto um filme fotográfico. Então a relação tornou-se ainda mais preciosa e atenciosa com todo o processo criativo, propus dinâmicas que venho desenvolvendo através do "desloco" e foi uma ótima oportunidade de testar procedimentos, entender que eles podem funcionar tanto para uma obra coreográfica, um trabalho em vídeo, quanto para um processo de aprendizagem, ampliando possibilidades através de deslocamentos.


galeria de fotos >>>>> galerie de photos >>> por/par My-Linh Nguyên 




quinta-feira, 27 de maio de 2010

un intervalle, une continuation /// um intervalo, uma continuação.

Eric Scialo a travaillé avec nous [ les ex.e.r.ces ] pendant le module de la comédie musicale, la plupart des numéros en claquettes du spectacle puttin'on a show a été crée par lui. Cette vidéo a été faite pendant un moment de improvisation au toit du Centre chorégraphique national de montpellier.

Et je pense que c'est bien de mettre ici, même si le module est passé, parce que il'y a plein des informations des autres temps, ateliers, cours, etc, mais que continuent d'une certaine manière à réverbérer et c'est le cas avec Eric et les claquettes. Moi, Boris et Mathieu, on a continué ces études, chacun avec leurs propre intérêts, peu à peu on fait découvert d'une passion, plus une possibilité de danse, une tradition avec ses signes.  


image e montage: Ana Pi 

Eric Scialo trabalhou conosco, os ex.e.r.ces, durante o modulo sobre a comédia musical, a maioria das coreografias de sapateado do espetaculo puttin'on a show foram criadas por ele. Este video foi feito num momento de improvisação no telhado do Centre chorégraphique national de montpellier.

Eu penso ser interessante postar, mesmo se os estudos sobre a comédia musical tenham passado, pois existem vàrias infomações de outros tempos, ateliers, cursos, est, que continuam de uma certa maneira reverberando. E é este o caso com o Eric e com o sapateado. Eu, Boris e Mathieu, continuamos este estudo, cada um com seus interesses, mas pouco a pouco estamos descobrindo uma paixão, mais uma possibilidade de dança, uma tradição com seus signos.

sábado, 8 de maio de 2010

experimentos no azul /// expérimentations dans le bleu

outros registros, outra natureza de imagem, outra morte, outro olhar.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010

[primeira semana de atelier com] Loïc Touzé et Stéphane Bouquet [avec atelier semaine prémière]

Com a atenção voltada para relação entre dança e imagem cinematográfica começamos nesta semana o trabalho com o coreógrafo e dançarino francês Loïc Touzé [http://www.loictouze.com/] e com o escritor, roteirista e critico de cinema Stéphane Bouquet [http://fr.wikipedia.org/wiki/Stéphane_Bouquet].
A partir dos diagramas, sobre a noção do olhar nas diversas emoções, feitos pelo dançarino e teórico em dança italiano Carlo Blasis [1795-1878] desenvolvemos um estudo de fragmentação do corpo, observando o que se transformava em cada uma das etapas, olhar primeiro, mão primeiro, diferentes velocidades de transformação entre uma emoção e outra.
O interessante sobre este trabalho foi entender que os diagramas reportam à uma determinada época e portanto à um determinado corpo, que podemos encontrar também na pintura e em outros tipos de registros desta mesma época. Então apreendê-lo é vivenciá-lo por instantes e fragmentá-lo é de um certo modo estabelecer um diálogo atual com este corpo, com esta representação de corpo, assim o registro se transforma inevitavelmente criando ainda um outro corpo. Tão interessante quanto fazer, foi observar meus outros colegas de trabalho e entender que através da tentativa de 'executar' movimentos padrões cada um estava e é absolutamente encharcado de seus próprios registros, principalmente os culturais, mais um ciclo de 'extrangeirices'.